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Includes the name: Professor Daron Acemoglu

Obras por Daron Acemoglu

Economics (2014) 10 exemplares

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No fundo, a ideia base deste livro é a mesma já exposta em “Porque falham as Nações”, a novidade reside numa teoria diferente. Em lugar da tónica na economia e na classificação das sociedades em exploratórias e inclusivas, agora a tónica é posta na política e no balanço existente entre o poder político e o poder da sociedade, sendo o resultado chamado de “Leviatã”.
Quando o Estado é mais fraco que a sociedade, temo os “Leviatã ausente”, quando se dá o inverso ocorre o “Leviatã despótico”. Quando há um relativo equilíbrio entre ambos, surge a desejável “Leviatã algemado”. O espaço onde o equilíbrio é possível é chamado de “corredor”. Devem ainda ser considerados os efeitos que contribuem simultaneamente para o fortalecimento de ambos, mantendo assim o equilíbrio e resultando em progresso social, sendo chamados de “efeito da rainha de copas”.
A teoria é bem mais interessante do que a linguagem utilizada, que por vezes se torna enfadonha. Em função dos casos apresentados, um índice alternativo poderia ser:
1 – Lagos, China, Gana e Texas.
2- Atenas, EUA século XVIII e Líbano.
3 – Arábia de Maomé e Zulus.
4 – Tongas, Tives, Havai, Zulus e Geórgia.
5 – Comunas italianas e Aztecas.
6 - Francos, Inglaterra medieval, Bizâncio e Europa.
7 – China.
8 – Índia.
9 – Europa, Rússia, Guatemala e Costa Rica.
10 – Fergurson (EUA)
11 – Argentina, Colômbia e Libéria.
12 – Arábia Saudita.
13 – Alemanha nazi e Chile de Pinochet.
14 – África do Sul, Turquia, Lagos e Congo belga.
15 – Suécia e EUA.
De todo o livro o que achei mais fascinante foi a comparação entre a Guatemala e a Costa Rica no capítulo 9.
… (mais)
 
Assinalado
CMBras | Aug 20, 2023 |
Livro muito interessante que desenvolve uma teoria que se não estiver correcta, está pelo menos muito bem justificada. Ao descartar as teorias que explicam o sucesso ou o fracasso da Nações através da geografia, da cultura ou da ignorância das elites, propõe uma teoria alternativa muito bem fundamentada.
De facto, recorrendo às teorias simplificadoras como se pode explicar que o Egipto tenha sido uma nação rica e poderosa durante dois milénios, seja hoje um país pobre?
Concordo com a ideia que a riqueza de um país dependa da natureza das suas instituições políticas e económicas e que, a natureza destas dependa do empenho e participação política das suas populações.
Os autores defendem que as instituições extractivas podem permitir algum crescimento, desde que não provoque “destruição criativa” nem pressuponha inovação. Esse crescimento será limitado no tempo e a longo prazo levará a depauperação da nação. Só as instituições inclusivas levam à riqueza e ao sucesso. Ambos os tipos de instituições são analisadas quer através de casos históricos, quer através de exemplos actuais, o que permite a elaboração de um novo índice:
Nogales (actual) 17
Colonização espanhola (século XVI) 20
Colonização inglesa (século XVII) 30
México (século XIX) 41
México (actual) 53
Coreias (actual) 90
Congo (século XVI) 117
Europa (século XIV) 121
URSS 153
Revolução Neolítica 167
Maias 175
Veneza (séculos XII a XV) 185
Roma imperial 193
Inglaterra romana 209
Revolução Gloriosa 230
Revolução Industrial 238
Impérios russo, austríaco e turco 256
China (século XV) 277
Etiópia 281
Somália 285
Indochina Holandesa 294
Os produtores de escravos 300
África do Sul (século XIX) 310
Austrália (século XIX) 328
Revolução francesa 338
Restauração Meiji 352
Inglaterra (século XVIII) 361
EUA (século XIX e XX) 381
Serra Leoa 400
Guatemala 412
Esclavagismo no sul dos EUA 419
Etiópia (século XX) 427
Zimbabwe 438
Serra Leoa 444
Argentina (século XV) 457
Coreia do norte 462
Uzbequistão 465
Egipto (século XX) 471
Botswana 481
Estado do sul dos EUA (século XX) 493
Republica Popular da China 501
Afeganistão 538
Brasil (século XX) 543
… (mais)
 
Assinalado
CMBras | 53 outras críticas | Jan 23, 2021 |
Um interessante e importante livro que demonstra que não existe uma inevitabilidade na pobreza das nações e que esta, ao contrário do que diz o lugar-comum, não assenta no determinismo histórico.

É na existência ou não de instituições inclusivas, no livre comércio e liberdade de expressão, que se encontra a explicação do desenvolvimento ou atraso dos países.

Recheado de múltiplos exemplos que vão do Peru ao Japão, da Serra Leoa ao Botswana, os autores traçam um fresco muito coerente e documentado das suas teses que tão bem se aplicam ao mundo contemporâneo.

O livro foi publicado originalmente em 2013 e talvez por isso comete já no seu final o seu maior pecado: o exemplo do Brasil como caso de sucesso na superação da pobreza.
Como a crise, que explodiu com força justamente a partir de 2013 demonstrou, o gigante sul-americano estava, e está, longe de superar a miséria e o ciclo vicioso negativo.

A corrupção generalizada organizada por Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores, mergulhou o país na maior recessão da sua história com consequências que se farão sentir durante décadas. Na verdade os últimos 15 anos da história brasileira poderiam servir de exemplo de uma política extrativa nos moldes, mais amenizados é certo, de um Mobutu ou Fujimori.

Os autores deixaram se guiar pela gigantesca campanha de marketing do homem-forte do Brasil e cometeram aqui o seu maior erro de análise, que sendo grave, não tira contudo valor geral a esta influente obra.
… (mais)
 
Assinalado
AlexandreMonteiro | 53 outras críticas | Aug 10, 2017 |

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