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Virginie Despentes

Autor(a) de King Kong Theory

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About the Author

Séries

Obras por Virginie Despentes

King Kong Theory (2006) 601 exemplares
Vernon Subutex 1 (2015) 578 exemplares
Baise-moi (1993) 346 exemplares
Vernon Subutex 2 (2015) 264 exemplares
Apocalypse Baby (2010) 214 exemplares
Vernon Subutex 3 (2017) 187 exemplares
Pretty Things (1998) 126 exemplares
Bye Bye Blondie (2004) 99 exemplares
Cher connard (2022) 64 exemplares
Teen Spirit (2002) 61 exemplares
Les chiennes savantes (1996) 59 exemplares
Mordre au travers (1999) 39 exemplares
Baise-moi [2000 film] (2000) — Director — 23 exemplares

Associated Works

An Apartment on Uranus (2019) — Prefácio — 109 exemplares
Bérurier Noir (2005) — Prefácio — 1 exemplar

Etiquetado

Conhecimento Comum

Data de nascimento
1969-06-13
Sexo
female
Nacionalidade
France
País (no mapa)
France
Local de nascimento
Nancy, Meurthe-et-Moselle, Grand-Est, France
Locais de residência
Lyon, France
Paris, France
Relações
Preciado, Beatriz

Membros

Críticas

Punk Rock. Movendo-se rapidamente, lúcida quanto baste, desbragada comme il fault, Despentes desmonta o sistema. Escaqueira-o à nossa frente. Violação, prostituição, pornografia dissecadas por um olhar andrógino, que, por mera inversão de papéis, consegue identificar o que é inaceitável.

Tudo são relações de poder. Essas relações têm uma história, uma fundação, mas não são imutáveis. Para tomar balanço, para criar instabilidade e diferenças de pressão nessas fronteiras, o discurso é fundamental como ignição. Por essa mesma razão, é tão importante, por parte de quem domina, o controle do discurso e a introdução de uma censura de bom tom, que determina o que é aceitável ser dito, como pode ser dito e por quem.

Para além desta dicotomia masculino-feminino, são desveladas outras relações de poder mais vastas, de ordem sistémica, capitalista. Que se ligam às anteriores de duas formas: expondo a fragilidade dos próprios homens dentro do sistema, no sentido em que lhe é conferida uma posição de domínio em troca da sua própria vassalagem; e indicado o elemento económico-financeiro, dentro do atual sistema, como fundamental, embora prosaico, para a emancipação, ou não, das mulheres, e que, por isso mesmo, é atacado por quem deseja manter o atual equilíbrio – as quinhentas libras por ano e um quarto só seu, de Virginia Woolf.

"Ouvimos hoje em dia homens a lamentarem-se de que a emancipação feminista os desviriliza. Sentem nostalgia de um estado anterior, em que a sua força se enraizava na opressão feminina. Mas esquecem-se que essa vantagem política que lhes era dada teve sempre um preço: os corpos das mulheres só pertencem aos homens como contrapartida de os corpos dos homens pertencerem à produção, em tempo de paz, e ao Estado, em tempo de guerra. O confisco do corpo das mulheres produz-se ao mesmo tempo que o confisco do corpo dos homens. Além de alguns dirigentes, aqui não há ganhadores"

"A família, a virilidade guerreira, o pudor e todos os valores tradicionais visam atribuir a cada sexo o seu papel. Aos homens, o de cadáveres gratuitos para o Estado, às mulheres, o de escravas dos homens. No final, todos escravizados, as nossas sexualidades confiscadas, vigiadas, normalizadas. Há sempre uma classe social interessada em que as coisas continuem como são e que não diz a verdade acerca das suas motivações profundas"

"Aquilo que as mulheres sofreram não é apenas a história dos homens, como os homens, mas ainda a sua opressão específica. De uma violência inaudita. Daí a seguinte proposta simples: vão todos levar no cu com a vossa condescendência para connosco, as vossas exibições grotescas de força garantida pelo colectivo e de protecção pontual, ou o vosso ar de vítimas para quem a emancipação feminina seria difícil de suportar. O que é difícil é ser mulher e ter de aturar todas as vossas idiotices. As vantagens que tiram da nossa opressão estão definitivamente armadilhadas. Quando defendem as vossas prerrogativas de macho, são como os criados dos grandes hotéis que se tomam por proprietários do local... lacaios arrogantes, mais nada."
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Assinalado
pedro.rondulha.gomes | 21 outras críticas | Apr 25, 2024 |
Kurze Inhaltsangabe
Rebecca, Schauspielerin, über fünfzig und immer noch recht gut im Geschäft. Oscar, dreiundvierzig, Schriftsteller, der mit seinem zweiten Roman hadert, und Zoé, noch keine dreissig, Radikalfeministin und Social-Media-Aktivistin. Diese drei, die unterschiedlicher nicht sein könnten, treffen nach einem verunglückten Instagram-Post Oscars aufeinander. Wie? Digital. Und so entsteht ein fulminanter Briefroman des 21. Jahrhunderts, in dem alle wichtigen gesellschaftlichen Themen unserer Zeit verhandelt werden. Rebecca, Oscar, Zoé, alle drei sind vom Leben gezeichnet, voller Wut und Hass auf andere – und auf sich selbst. Aber sie müssen erkennen, dass diese Wut sie nicht weiterbringt, sondern nur einsamer macht, dass Verständnis, Toleranz und sogar Freundschaft erlernbar und hin und wieder sogar überlebenswichtig sind.
Mit dieser Tour de Force durch gesellschaftliche Debatten und Konflikte behauptet Virginie Despentes klar ihre Position als eine der wichtigsten Autor*innen Frankreichs, die Wut und Aggression gekonnt einsetzt, um Versöhnung zu predigen. Ganz grosse Literatur.
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Assinalado
ela82 | 2 outras críticas | Feb 21, 2024 |
«He leído lo que publicaste en tu cuenta de Insta. Eres como si una paloma se me cagara en el hombro: una guarrada asquerosa. Buáá buáá buáá soy una mierdecilla que no le interesa a nadie y berreo como un chihuahua para ver si me hago notar. Vivan las redes sociales: has logrado tus quince minutos de gloria. La prueba: te estoy escribiendo». Rebecca, una actriz en la cincuentena con una carrera en declive, responde con estas duras palabras a Oscar, un novelista cuarentón que acaba de insultarla en redes sociales. Al darse cuenta de que ya se conocían, nace entre ellos una correspondencia en la que irán deponiendo las armas. Ambos recordarán el pasado y su afición por las drogas, hasta que Oscar es acusado de acoso sexual por su antigua responsable de prensa.

Novela de rabia y consuelo, Querido capullo es un incisivo análisis de nuestra sociedad a través del punto de vista de un hombre cancelado, una actriz olvidada y una joven acusadora, en un relato que demuestra que la amistad puede hacer frente a cualquier debilidad humana. En una novela que está revolucionando las letras francesas, Despentes despliega todas las aristas del #MeToo, de los feminismos, de las redes sociales, de las adicciones y de lo que significa envejecer en nuestra sociedad.
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Assinalado
bibliotecayamaguchi | Nov 3, 2023 |
King Kong Theorie. Door: Virginie Despentes.

Wow, wat een boek. Wat een mokerslag. Voor het eerst verschenen in 2006 maar nu voor ons beschikbaar dankzij de Publieke Ruimte serie van De Geus.

Hoewel het boek al redelijk oud is heeft het nog niets van zijn kracht, waarde, relevatie verloren. -Ik ben wel benieuwd hoe een geüpdatete versie anno 2023 zou klinken. - Qua onverbloemde, krachtige, rauwe schrijfstijl doet het me wat denken aan het Zelfverwoestingsboek van Marian Donner. Maar in dit geval gaat het om een uber feministisch manifest, wat ook op de cover staat.

Despentes neemt geen blad voor de mond, wikt en weegt niet; ze knalt alles op een punkrock manier op het papier. Ze smijt de onverbloemde waarheid, haar waarheid, recht in je gezicht. Haar waarheid zou trouwens best wel eens dé waarheid kunnen zijn. Al dacht ik met mijn best feministische blik anders over bijvoorbeeld porno, prostitutie, verkrachting voor ik dit boek las.

Het verschil met andere boeken/essays die ik over deze onderwerpen las is dat Despentes ervaringsdeskundige is én heeft besloten om eerlijk haar verhaal te vertellen. Ze kijkt met een open blik, diep in haar ziel, hart en hoofd en toont ons (de donkerte) die ze daar tegenkomt. Mannen komen er niet goed vanaf. Toch de mannen die niet willen veranderen en star vasthouden aan ons opgelegde clichés en waardeoordelen.

King Kong Theorie is een boek voor mannen én vrouwen, en alles daartussen in en omheen. Het geeft een (best donkere) heel boeiende inkijk in hoe wij de wereld hebben vormgegeven, wat eraan scheelt en wat er nodig is voor een radicaal, feministische ommekeer. Een ommekeer die ons allemaal tot gelukkigere, bevrijde mensen omvormt! Lees dit manifest, je zal nooit meer dezelfde zijn en dat is goed nieuws!
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Els04 | 21 outras críticas | Sep 12, 2023 |

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